Concerto “Crime Zero” dos Lambas


“Crime Zero” é a denominação do espectáculo que Os Lambas realizam, a 21 deste mês, a partir das 18h00, no Estádio dos Coqueiros, em Luanda, para saudar os 18 anos da fundação do grupo, que se comemora no mesmo dia.

Afastados há oito anos, período em que cada integrante do grupo abraçou a carreira a solo, Nagrelha, Bruno King e Andeloy (Lambas) regressam aos palcos reconciliados, para o primeiro grande concerto.
Ao falar, em conferência de imprensa realizada quarta-feira, no edifício Kilamba, em Luanda, Andeloy afirmou que a denominação do concerto serve para incentivar os jovens a absterem-se da delinquência e seguirem o caminho correcto.

Na mesma senda, Nagrelha frisou que, além do convite da promotora Sambi Eventos, surgiu entre os integrantes do grupo a ideia de realizarem “um concerto memorável”, no sentido de os fãs não se esquecerem dos Lambas, grupo de referência a nível nacional e internacional. “De salientar que a união não é só para este primeiro grande show, mas para anunciar o regresso aos palcos dos Lambas”, disse o kudurista.


Nagrelha anunciou, ainda, que o grupo gravou uma música, a ser apresentada em primeira mão no espectáculo, cujo título só será divulgado na actividade. Para além desta novidade, no espectáculo, serão interpretados temas do grupo e dos discos “Nunca é Tarde”, de Bruno King, e “Arquitecto da Paz”, de Nagrelha.




Bebo Clone, da Sambi Eventos, promotora da iniciativa, confirmou a participação no espectáculo dos músicos Bruno M, Noite e Dia, Ary, Yuri da Cunha, Yannick Afroman, Os Xtrubantu e o grupo de humor Os Tuneza.

“Não foi fácil unir os Lambas para este concerto, visto que o grupo está com pequenas desavenças, mas, pelo consenso e irmandade, que ainda reinam entre eles, foi possível”, afirmou Bebo Clone.

O grupo Os Lambas havia cessado as funções em 2014, quando Bruno King se afastou do colega, motivado por constantes desentendimentos. Ambos apostaram em carreiras a solo.

Os Lambas ficou popularmente conhecido em 2001 por cantar o estilo mais mediático da nova geração, o kuduro, e por ter carisma capaz de agradar e arrastar multidões.


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